Nas fronteiras: exercícios de tradução de línguas ameríndias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por uma iniciativa conjunta dos Departamentos de Linguística e Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, vamos receber a visita da Profa. Dra. Bruna Franchetto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro/Museu Nacional, para um curso que será dado entre os dias 29 de outubro e 01 de novembro, das 17:30 às 19:30 horas, na sala 110 do Prédio de Letras

O curso se intitula "Nas fronteiras: exercícios de tradução de línguas ameríndias".

Aqui vai o resumo do curso, com uma parte da bibliografia relevante:

 

Considerados os limites de um curso de quatro aulas, é preciso eleger um recorte preciso e contido e uma abordagem, arrisco, provocadora ou, pelo menos, inusitada para os interessados em tradução. Após uma breve introdução acerca dos impasses e prazeres da tradução, perseguidos ao longo do tempo por teorias e práticas variadas, o primeiro recorte é privilegiar matéria, formas e estruturas linguísticas de línguas ameríndias, como ponto de partida para a proposta de quatro exercícios temáticos. Cada tema será introduzido descritivamente e exemplificado por um ou mais exercícios de tradução, a partir, na maior parte dos casos, da língua Kuikuro do Alto Xingu (família karib). O primeiro tema será o do Tempo (linguístico), às vezes fixado forçosamente e equivocadamente por uma tradução imediatista. O segundo tema será o das estruturas gramaticais chamadas de ‘argumentais’ (o tecido que decanta proposições em frases e enunciados), com foco no fenômeno da ‘ergatividade’ e estruturas a ele conectadas. O terceiro tema será o dos elementos epistêmicos, característicos de uma oralidade interacional conjugada a pinceladas de filosofias ameríndias da linguagem. O quarto e último tema será, finalmente, uma apreciação de exemplos de artes da palavra (cantos). Uma serena contemplação das formas é tão relevante quanto a apreensão da complexidade das poéticas faladas e cantadas que povoam o mundo indígena. Cada tema nos levará, por armadilhas e caminhos às vezes tortuosos, à ineludível necessidade de traduzir, assumida, no final dos nossos pequenos percursos, com maior lucidez e responsabilidade e no balanço entre estranhamento e familiaridade. 

Questões e propostas de exercícios pelos participantes são bem-vindas.

 

Bibliografia (sugerida)