Thomas Daniel Finbow

Atuação Profissional: 

Sou professor doutor do Departamento de Linguística da USP desde 2010. Atualmente, ministro o curso de Linguística Histórica e dou cursos optativas em Linguística Histórica e Formação das Línguas Neolatinas. Também dou aulas de Elementos de Linguística I e II para o Ciclo Básico em Letras e oriento projetos de Iniciação Científica na área de Linguística Histórica.

Formação Acadêmica: 

Possui graduação em bacharelado (B.A.) em Línguas Modernas e Medievais, com especialização em espanhol e alemão, pela Universidade de Cambridge (2001), mestrado (M. Phil.) em Linguística Geral e Filologia Comparada pela Universidade de Oxford (2003) e doutorado (D. Phil.) em Linguística Geral e Filologia Comparada pela Universidade de Oxford (2008).

De julho de 2008 a julho de 2010 realizou pesquisa pós-doutoral como bolsista Pós-Doutorado Recém-Doutor da FAPERJ no Departamento de Letras Neolatinas, Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Contato: 

Endereço acadêmico
Av. Professor Luciano Gualberto 403
Prédio das Letras
Fone: 11- 3091-4298
e-mail: thomas.finbow@usp.br 

Linha de pesquisa, grupos e projetos: 

Estudo da variação, da mudança e do contato linguístico

 

Linha de pesquisa: 

Atualmente, a minha pesquisa envolve dois focos: a história linguística e filologia das línguas neolatinas, especialmente as da Península ibérica, e a linguística histórica das línguas indígenas sul-americanas, especialmente a reconstrução de línguas da família tupi.

Na área românica, trabalho principalmente dentro da linha sociofilológica, também conhecida como sociolinguística diacrônica. Indago por que uma nova conceptualização metalinguística surge em vários momentos e lugares diferentes pelo mundo latin- ou romanófono na qual são contrastadas certas modalidades orais e escritas que antes eram consideradas variedades de uma só língua, o latim. Procuro identificar eventuais estímulos, tanto linguísticos quanto não linguísticos que pudessem contribuir a essa separação conceitual. Minha pesquisa recente tem focado nas normas scripto-linguísticas, ou seja, as convenções de representação escrita e a linguagem, vigentes na Península ibérica, particularmente na região portuguesa do reino de Leão, entre os séculos VIII e XI.

Quanto à área da línguas indígenas, atualmente minha pesquisa ainda está nas fases iniciais de consultas e planejamento. Este projeto é uma colaboração com a Profs. Drs. Luciana Storto e Paulo Chagas do Depto. de Linguística que constitui uma parte de um projeto temático maior em que a análise linguística visa a complementar as descobertas arqueológicos na região do Alto Rio Madeira. Meu enfoque principal é de montar, num primeiro momento, corpora de fatos linguísticos das línguas membros da família tupi, começando com as línguas da subfamília arikém, o karitiana e o extinto arikém, almejando reconstruir seu antecessor comum, o proto-arikém. Futuramente, pretende-se integrar corpora de dados levantados das subfamílias tupi apontadas como as mais próximas ao grupo arikém, p. ex., tupari e mondé, para depois acrescentar as subfamílias geneticamente mais distanciadas, e.g., mundurukú, juruna, mawé-aweti e tupi-guarani.  O intuito geral do projeto é de reconstruir fases passadas das línguas envolvidas, propor inter-relações diacrônicas entre as mesmas, tanto linguísticas como não linguísticas e analisar as reconstruções de subfamílias que já foram propostas, sempre trabalhando para uma reconstrução do proto-tupi, língua ancestral de todas as várias línguas tupi faladas hoje e no passado, que existia por volta de há 4 a 5.000 anos.

 

Publicações: 

(No prelo) ‘Writing Systems’, em: Ian Ledgeway e Martin Maiden (orgs.), Oxford Guide to the Romance Languages. Oxford: Oxford University Press, capítulo 40.

(2012) ‘As categorias metalinguísticas “tupinambá” / “língua geral” e “latim” / “romance”: alguns paralelos sociofilológicos’, em: María A. Consuelo Alfaro Lagorio, Maria Carlota Rosa e José Ribamar Bessa Freire (orgs.),Políticas de línguas no Novo Mundo. Rio de Janeiro: EdUERJ, pp. 217-58.
ISBN: 978-85-7511-245-8.

(2011) ‘A formação dos conceitos de “latim” e de “romance”’, em: Xoán Carlos Lagares e Marcos Bagno (orgs.), Políticas da norma e conflitos linguísticos. São Paulo: Parábola Editorial, pp. 89-120.
ISBN 978-85-7934-039-0.

(2008) ‘Late Latin Orthographic Techniques: The Evidence from Medieval Iberian Word-Separation Conventions’, em: Marieke VAN ACKER, Rikke VAN DEYK e Marc VAN UYTFANGHE (orgs.), Latin écrit - Roman oral? De la dichotomisation à la continuité. Corpus Christianorum, Lingua Patrum V. Turnhout (Bélgica): Brepols, pp. 159-86.
ISBN: 8–2–503–52907–3.

(2008) ‘Limiting logographic Latin. (Non-) separation of orthographic words in medieval, Iberian writing’, em: Roger WRIGHT (org.), Latin vulgaire – latin tardif VIII. Actes du VIIIe colloque international sur le latin vulgaire et tardif (Oxford, 6-9 septembre 2006). Hildersheim / Zürich / New York: Olms-Weidman, pp. 521-31.
ISBN: 978-3-487-1353- 8.

(2008) Writing Latin and Reading Romance? On Logographic Reading in Medieval Iberia. Dissertação de doutoramento. University of Oxford.

(2007) ‘Scriptura continua: ¿un problema para la lectura logográfica de palabras arcaicas en latín tardío/romance temprano?’, em: David TROTTER (org.), Actes du xxive Congrès International de Linguistique et Philologie Romanes (Aberystwyth 2004). Tübingen: Max Niemeyer Verlag, 2007, Vol. II, Sec. 7: Latín tardio, pp. 475-84.
ISBN: 978-3-484-50500-1.